API de Conversões da Meta: o que é, para que serve e como configurar
A diferença para o pixel, os casos em que ela é indispensável, os dados que vão em cada evento e o passo a passo para gerar o token e testar.
O que é a API de Conversões da Meta?
A API de Conversões da Meta é uma forma de enviar eventos, como lead e compra, de um servidor direto para a Meta, sem depender do navegador da pessoa. Ela complementa o pixel: cobre o que o navegador bloqueia e o que acontece fora de uma página, como a entrada em um grupo de WhatsApp. Para configurar, você gera um token de acesso no Gerenciador de Eventos e usa esse token em uma integração que faça o envio.
O que é a API de Conversões?
O pixel da Meta é um código que roda no navegador de quem visita a sua página. Quando a pessoa faz uma ação, o navegador avisa a Meta. A API de Conversões, também chamada de CAPI, faz o mesmo aviso por outro caminho: quem fala com a Meta é um servidor.
Esse servidor pode ser o do seu site, o de uma plataforma de pagamento ou o de uma ferramenta de rastreamento. O que importa é que o aviso não passa pelo navegador, então não depende de cookie, de bloqueador de anúncio nem de a página de obrigado terminar de carregar.
O evento enviado é o mesmo que o pixel enviaria: um nome, como Purchase ou Lead, a hora em que aconteceu e os dados que ajudam a Meta a reconhecer a pessoa.
Qual a diferença entre o pixel e a API de Conversões?
| Comparação | Pixel | API de Conversões |
|---|---|---|
| Onde roda | No navegador de quem visita a página | Em um servidor, fora do navegador |
| O que precisa | Um código colado na página | Um token de acesso e algo que faça o envio |
| O que perde | Evento bloqueado pelo navegador e tudo que acontece fora de uma página | Nada disso, mas depende de o servidor saber que o evento aconteceu |
| Onde é melhor | Visita, rolagem e clique dentro do site | Compra confirmada, pagamento posterior e eventos de aplicativo de mensagem |
Os dois não competem. A recomendação da própria Meta é usar os dois juntos: o pixel registra o que acontece na página e a API de Conversões confirma o que aconteceu de verdade.
Quando o mesmo evento chega pelos dois caminhos, a Meta precisa saber que é um evento só. Para isso, os dois envios levam o mesmo nome de evento e o mesmo identificador de evento. Com os dois iguais, a Meta fica com um e descarta o outro. Sem o identificador, a mesma compra pode ser contada duas vezes.
Quando a API de Conversões é indispensável?
Em qualquer conta ela melhora a medição. Em alguns cenários, sem ela o evento simplesmente não existe para a Meta.
- Funil de WhatsApp. A entrada em um grupo e a primeira mensagem de uma conversa acontecem dentro do aplicativo. Não há página, então não há pixel.
- Checkout em outro endereço. A compra acontece no domínio da plataforma de pagamento, onde o seu pixel pode não estar ou pode ser bloqueado.
- Pix e boleto. A pessoa gera o pagamento agora e paga depois, com o navegador já fechado. Só um servidor fica sabendo da aprovação.
- Venda fechada por vendedor. O fechamento acontece em uma conversa ou em um CRM, sem página nenhuma.
- Navegador com bloqueio. Parte dos visitantes usa navegador ou extensão que impede o pixel de disparar.
O ponto comum é que a Meta otimiza a campanha com o que ela enxerga. Se ela só vê o clique, procura quem clica. Quando passa a ver a entrada no grupo e a compra, procura quem entra e quem compra.
Que dados vão em um evento da API de Conversões?
Cada evento tem duas partes: o que aconteceu e quem fez. A segunda parte é o que permite à Meta ligar o evento a uma pessoa e, por ela, a um anúncio.
| Dado | Para que serve |
|---|---|
| Nome e hora do evento | Dizer o que aconteceu e quando |
| Origem da ação | Dizer se foi em um site ou em uma conversa de mensagem |
| E-mail e telefone em hash | Reconhecer a pessoa sem enviar o dado em texto aberto |
| fbc e fbp | Ligar o evento ao clique no anúncio e ao navegador |
| IP e navegador | Aumentar a chance de correspondência |
| Valor e moeda | Informar quanto a conversão valeu |
Os dados pessoais vão em hash, um formato embaralhado que a Meta consegue comparar com a base dela sem receber o e-mail ou o telefone legíveis.
No Gerenciador de Eventos, cada evento ganha uma nota de qualidade da correspondência. Quanto mais dados válidos acompanham o evento, maior a nota e maior a parcela dos eventos que a Meta consegue ligar a um anúncio.
Como configurar a API de Conversões, passo a passo
- Abra o Gerenciador de Eventos e selecione o pixel, que a Meta também chama de conjunto de dados. Copie o ID.
- Gere o token de acesso. Em Configurações, na parte de API de Conversões, clique em Gerar token de acesso e copie.
- Escolha quem vai enviar. Pode ser a integração da sua plataforma de pagamento, uma ferramenta de rastreamento ou um código próprio no seu servidor.
- Cole o ID e o token nessa integração.
- Teste. Em Testar eventos, copie o código de teste, informe na integração e dispare um evento. Ele deve aparecer na tela em alguns segundos.
- Remova o código de teste depois de conferir.
- Libere os eventos personalizados, se a sua integração usa algum.
O token é uma senha. Quem tem o token consegue enviar eventos para o seu pixel. Não coloque em página pública nem em mensagem de grupo, e gere outro se ele vazar.
Os nomes dos menus mudam de tempos em tempos. Se não encontrar a tela, procure por "API de Conversões" dentro das configurações do pixel.
Como a API de Conversões funciona em um funil de WhatsApp?
No WhatsApp, quem sabe que o evento aconteceu é o sistema conectado ao número. É ele que precisa fazer o envio.
O Sparkle Tracker faz isso com o ID e o token cadastrados em Pixels. Os eventos enviados são estes:
- Entrou no grupo, quando a pessoa entra em um grupo monitorado.
- Solicitou entrada no grupo, quando o grupo exige aprovação.
- Saiu do grupo, quando a pessoa sai do grupo.
- Lead, na primeira mensagem de uma conversa 1x1.
- InitiateCheckout e Purchase, no clique para o checkout e na venda recebida do gateway.
Os três primeiros são eventos personalizados. O guia sobre evento personalizado no Meta Ads mostra como liberar e usar na campanha.
No anúncio de Click to WhatsApp, o evento volta marcado como conversa de WhatsApp, com o identificador do clique do anúncio. A tabela completa de eventos e de dados está na página da integração com o Meta Ads.
Como saber se a API de Conversões está funcionando?
- Testar eventos. Com o código de teste, o evento aparece na hora, com a indicação de que veio do servidor.
- Visão geral do pixel. A lista de eventos mostra por qual caminho cada um chega: navegador, servidor ou os dois.
- Qualidade da correspondência. Uma nota muito baixa indica que o evento está chegando com poucos dados da pessoa.
- O registro de quem envia. No Sparkle Tracker, cada envio fica em Logs de Eventos, com o resultado.
Conferir pelos dois lados evita o engano mais comum: achar que a integração funciona porque o painel de quem envia diz que enviou, sem olhar se a Meta recebeu.
Quais são os erros mais comuns?
- Token de um pixel, ID de outro. O envio é recusado ou vai para o lugar errado.
- Código de teste esquecido. O evento enviado com código de teste entra como evento normal.
- Mesmo evento contado duas vezes. Acontece quando o pixel e o servidor enviam a mesma compra sem um identificador em comum.
- Evento personalizado bloqueado. O evento chega, mas a Meta não usa nas campanhas até você liberar.
- Evento sem dados da pessoa. Sem e-mail, telefone ou identificador de clique, a Meta recebe o evento e não consegue ligar a um anúncio.
- Julgar o resultado no primeiro dia. A campanha precisa de um volume de eventos para aprender com o sinal novo.
CEO do Sparkle Tracker. Trabalha no mercado digital desde 2020 e criou a plataforma para medir os próprios lançamentos em grupo de WhatsApp. Sobre o autor.
Dúvidas sobre a API de Conversões
Não. Os dois se complementam. O pixel registra o que acontece no navegador, como visita e clique, e a API de Conversões envia pelo servidor o que o navegador perde, como a compra confirmada depois. A própria Meta recomenda usar os dois juntos, com o mesmo identificador de evento para não contar em dobro.
A Meta não cobra pelo uso da API de Conversões. O custo, quando existe, é da ferramenta ou do desenvolvimento que faz o envio dos eventos.
Só se for escrever o envio por conta própria. Com uma integração pronta, o trabalho é gerar o token no Gerenciador de Eventos e colar junto com o ID do pixel. No Sparkle Tracker, isso é feito na tela de Pixels.
Funciona, e é o único caminho. Como a entrada em um grupo e a primeira mensagem acontecem dentro do aplicativo, não existe página para o pixel disparar. Um sistema conectado ao número registra o evento e envia para a Meta pela API de Conversões.
No Gerenciador de Eventos da Meta. Selecione o pixel, abra Configurações e, na parte de API de Conversões, clique em Gerar token de acesso. O token é uma senha: guarde em lugar seguro e gere outro se vazar.
Envie para a Meta o que o pixel não vê.
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